25% dos hóspedes efetua um cancelamento para suas reservas de hotéis momentos antes de sua estadia. Um aumento sendo ocasionado pelas táticas de vendas das agências de viagens.

Esse fato vem causando problemas para o setor hoteleiro, que é incapaz de prever ocupação com dentro de seu revenue management; e consequentemente, cria ‘dores de cabeças’ ao organizar sua distribuição através de vários canais.

Esse é uma das descobertas de um estudo conduzido por D-Edge, um grupo de tecnologia hoteleira.

A empresa analisou a performance online da distribuição de mais de 200 canais diferentes e 680 propriedades na Europa, considerando o período entre 2014 e 2018

A taxa de cancelamento de reservas de hoteis em 2014 foi de 32.9%; e aumentou para 39.6% em 2018. Além disso, se alcançou uma taxa de 41.3% em 2017.

A Booking.com tem a maior taxa de cancelamento de hóspedes de hoteis entre as OTAs, com 50% de taxa em 2018, com um aumento de 6.4% em 4 anos.

O Grupo Expedia, detentora da Hotels.com e Expedia tem taxas baixas de cancelamento, com 26.1%.

Cancelamentos por reservas diretas em páginas das propriedades são as menores, com 18.2% de cancelamento.

A análise feita pela D-Edge diz: “Hóspedes se acostumaram com políticas de cancelamento gratuitas, que se tornaram populares (e encorajadas) principalmente pela Booking.com”

“Outros fatores entram em jogo com o aumento das taxas de cancelamento, mas acreditamos que nenhum é mais influenciador do que a divulgação e implementação dos cancelamentos grátis”; conclui.

Hoteis estão sendo incitados a praticar cancelamentos não-reembolsáveis, ou assegurar que seus channel managers consigam reconhecer cancelamentos em tempo real.


Dados das fatias de mercado

A Booking, de acordo com o estudo, tem uma fatia de 48.3% das vendas online; e 68% de todas as vendas são feitas via OTAs.

Jean-Louis Boss, chefe de Marketing da D-Edge, diz: “Mesmo que haja um inegável foco em canais mais rentáveis, nós recomendamos revisar a fatia de mercado trimestralmente, para que se evite que alguns canais interfiram em outros e mantenham a rentabilidade da distribuição”


Tempo conduzido, valor médio de reserva e duração da estadia

O Grupo Hotelbeds foi reconhecido por; tanto ter o mais alto tempo de condução para reservas, como média do valor de reservas dos canais intermediários.

No caso do tempo, isso foi significantemente maior do que outros provedores em 60 dias, e quase duas vezes maior do que a Booking.

A média de tempo entre os canais é de 39, e páginas diretas chegam perto de 41 dias.

Reservas diretas de websites chegam até a uma média de €454, com a Hotelbeds Group em €422.

Jean-Louis Boss diz que é improvável que haja um ajuste ou uma “revira-volta” nesse caso em termos do “controle” que as grandes OTAs têm sob o cenário da distribuição dos hotéis.

Qualquer mudança, irá apenas vir se outras marcas com “diferentes modelos de negócios”, como a Google ou o Airbnb, tentem levar o setor a um maior degrau.

Uma eventual aparição da Amazon como um player também é citada como um possível “desafiante”, mostra o estudo.

Boss diz: “A tendência positiva de 2018, de receitas diretas de websites, está sendo encorajado e com maior adoção de métodos de reservas facilitados e com os métodos tecnológicos certos, nós vemos essa tendência continuar”


Fonte: PhocusWire


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