Com a chegada de eventos esportivos de grande porte no Brasil, como a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016, o governo investiu fortemente seus recursos em estádios e equipamentos para as competições, para que o mundo olhasse com “bons olhos” a infra-estrutura do Brasil, que por ora, estaria no centro das atenções mundiais enquanto sede desses grandes eventos esportivos, além, é claro, de ser visado como um dos destinos mais cobiçados pelo turismo mundo afora.

Mas hoje, o que se constata, é que de fato, houve uma péssima administração do dinheiro público, visto que, são vários os hotéis fechados no Brasil após as Olimpíadas, causado por um imenso desperdício de recursos, que consequentemente, denegriram a imagem do país internacionalmente.

O número de turistas estrangeiros não cresce mesmo após esses eventos. Na verdade, eles diminuem ano após ano.

No segmento hoteleiro, um expectativa enorme se criou de que era necessário renovar-se para atender o melhor possível o alto número de demandas de reservas durante a Copa do Mundo e as Olimpíadas, e o que restou após esses eventos foi uma taxa de ocupação decrescente ano após ano, principalmente em Belo Horizonte e Salvador.


90 hotéis fecharam após as Olimpíadas

Belo Horizonte foi a capital com mais hotéis fechados no Brasil após a Copa
Belo Horizonte foi a capital com mais hotéis fechados no Brasil após a Copa

Nos últimos 4 anos, aproximadamente 90 hotéis encerraram completamente suas respectivas atividades nas principais capitais do país; é o que afirma a ABIH – Associação Brasileira da Indústria de Hotéis.

Em Belo Horizonte e Salvador, o caso é ainda mais grave. As capitais de Minas Gerais e Bahia somaram 44 unidades hoteleiras completamente fechadas.

Manoel Cardoso Linhares, presidente da ABIH Nacional, diz em entrevista à Folha de São Paulo que a ocupação dos hotéis melhoraram timidamente de maneira recente, porém, o faturamento diminuiu, tornando a situação dos hoteleiros mais complicada.

De fato, o problema se expande por todo o território nacional, porém, que mais sofreu foram, principalmente hóteis independentes e de pequeno porte.

Confira abaixo, o número de hotéis fechado nos últimos 4 anos, por capital:

  • Belo Horizonte: 23 hotéis fechados
  • Salvador: 21 hotéis fechados
  • Porto Alegre: 16 hotéis fechados
  • Rio de Janeiro: 13 hotéis fechados
  • Cuiabá: 7 hotéis fechados
  • Manaus: 4 hotéis fechados
  • Curitiba: 3 hotéis fechados

Saiba mais em matéria publicada pela Folha de São Paulo clicando aqui.


No Rio de Janeiro, são 13 hotéis fechados em 4 anos

O Hotel Marina Palace, eternizado em canção da cantora Marina Lima, passa por uma grande reforma e só deve voltar em 2019.
O Hotel Marina Palace, eternizado em canção da cantora Marina Lima, passa por uma grande reforma e só deve voltar em 2019.

Diante dos inúmeros problemas que o Rio de Janeiro enfrenta, 13 hotéis fecharam as portas na cidade. Além disso, outros 3 estão com as atividades encerradas temporariamente para reformas, como, por exemplo, o hotel Marina Palace, um verdadeiro ícone da região que deverá voltar à atividade apenas no próximo ano, devido à reformas no estabelecimento, e o Hotel Sofitel, em Copacabana, que está fechado desde Maio do ano passado, passando também por amplas reformas.

O Hotel Ipanema Plaza passa também por uma situação delicada atualmente, visto que, apesar de não ter cessado as operações completamente, já não mais aceita reservas em seu website.

Graças à esses fatos, 2.828 apartamentos encontram-se atualmente indisponíveis para reserva, e mesmo com o menor número de leitos à disposição, a taxa de ocupação dos hotéis continuou a diminuir significativamente.

De acordo com a ABIH do Rio de Janeiro, a taxa de ocupação média dos hotéis no último mês de Julho (período favorável para reservas, por conta das férias escolares) fechou em 42,60%.

Porém, na Lapa, por exemplo, a ocupação foi de somente 23,4%.

Em São Conrado e Barra da Tijuca, a ocupação cresce um pouco em relação a da Lapa e fecha o mês de Julho em 37,80%.

Para o presidente da ABIH do Rio De Janeiro, Alfredo Lopes, o fator culminante para atual situação da rede hoteleira do país de deve à falta de investimentos na divulgação do destino ‘Rio de Janeiro’, já que na opinião dele, não houve nenhum esforço destinado à propagandas para continuar atraindo turistas para a região carioca após a Copa e as Olimpíadas.

Já para o presidente da ABIH Nacional, Manoel Cardoso Linhares, aponta, além também da falta de divulgação dos destinos, como Alfredo Lopes; a alta carga tributária como também outro fator responsável pelo fechamento de 90 hotéis no país após as Olimpíadas, unindo-se também aos problemas corriqueiros de segurança pública no país e a falta de infra-estrutura.

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